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NADA A ESCONDER

  • Foto do escritor: Rita Escórcio
    Rita Escórcio
  • 2 de nov. de 2024
  • 2 min de leitura

Tarde de sábado. Calor escaldante lá fora. Sair de casa, nem pensar. Resolvi selecionar um filme para ver. Não me demoro muito na escolha. Se o título atrai, é o que vai ser visto. Obedeço a alguns critérios: não ver quando é indicado para 12 anos, não querer ficção científica, autoajuda também não, quando mistura desenho e pessoas, comédia acho entediante e por aí vai… NADA A ESCONDER foi o escolhido principalmente pelo título. Fui ver no que dava apesar da classificação ser comédia, mas que de comédia não tem nada. A proposta do filme é bem interessante: sete amigos resolvem fazer um jogo que consiste em deixar o celular na mesa e, quando um dos aparelhos tocasse, o mesmo deveria ser atendido em viva voz. Não deu outra: segredos vieram à tona. Traição, relacionamentos familiares difíceis , nudes, homossexualidade etc. Ninguém ficou imune. Todos tinham algo a esconder e/ou revelar. E nós, será que deixaríamos nosso celular fazer parte desse jogo? Em conversa com um amigo, vez por outra, pergunto: você mente? Meu querido amigo afirma categoricamente que não, não mente. Para me fazer feliz, eu acredito nele. E o que é mesmo mentir? É enganar os outros ou a si mesmo? No filme, o jogo foi com os celulares. Na vida, o jogo é com as pessoas. Quando há uma mentira, quem a faz tem o intuito de engabelar outro (a), é com a intenção de “enrolar”, de se dar bem; o que nem sempre dá certo. É como costumeiramente se diz “ despir um santo para encobrir outro”. E por falar em santo, ninguém é santo. Eu, você, todos nós vamos ter sempre algo a não querer que seja revelado. Quem não tem que atire a primeira pedra. É bíblico.

 
 

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