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“TU NÃO SUSTENTA”

  • Foto do escritor: Rita Escórcio
    Rita Escórcio
  • 11 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

TU NÃO SUSTENTA”


 

Preciso dizer-te, agora, que você tem razão: eu não sustento. Está insuportável ficar sem mexer contigo. Mais uma vez, eu não sustento. Fico perdida. Sobram-me horas. Não sei o que fazer com o que me resta delas. Antes de deixar você, eu me queixava de não ter tempo para nada. Agora, sobra-me tanto tempo... Veja como as coisas mudam. Mas o que eu queria mesmo que mudasse é o que sinto por ti, visto que desde que te conheci, a gente, de antemão, sabia que era sem futuro e já dava até para ver que ia dar em nada. Mas, tolamente, eu me deixei enfeitiçar. Vivi o delírio de desejar e ser também desejada. Desejo esse que foi bem maior em mim. Quando esse sentimento me invadiu, fiquei apavorada. Será assim com todo mundo? Volto a te dizer: estou perdida. Perdida e sentindo muita, muita falta de ti. Vou demonstrar como estou: fui dormir bem, mas acordei estranha. Acordei muito, muito carente. Acredito que te visitei em sonho para acordar tão diferente de outros dias, considerados normais, pois acordei doida, doida de saudades. Assim desse jeito mesmo, sofrendo por ausência. Tento controlar meus pensamentos, mas até meu castigado corpo apresenta sinais que tua falta faz. Sinais que prefiro não descrever. Poderiam achá-los inconvenientes. Sabe como é o povo, né? Não cito, mas quem é considerado normal, já amou alguma vez e ficou distante de seu benquerer, vai entender de que sinais estou falando. É quase de enlouquecer... Disseram-me que tem até medicamento para amenizar esse tipo de falta. Prefiro não recorrer a esta que considero uma das últimas alternativas que eu teria para sanar o dito problema. Tenho como sugestão o autocarinho, que pouco me aliviaria porque o que meu corpo necessita é de tua boca, tuas mãos e toda tua pele em mim. Não nego, vez por outra, quando a necessidade não é tão gritante, o autocarinho tem me aliviado. Nesse nosso caso, definitivamente, não. Preciso de você. Ajude-me. Não ceda ao que pode ser um capricho meu. Tipo assim: querer por te querer e, depois de um certo tempo, arrefecer sentimento. Que eu sofra desse mal que é te querer até que eu aprenda, pela dor, que amores que machucam não devem perdurar. Sempre se tem a opção de gastar tanta querência em outra pessoa que não nos maltrate com tamanha frieza e intencional ausência.  Vida que segue. “Adelante!”

 
 

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